quinta-feira, 28 de julho de 2016

Irmãos Grimm

Design de Flavia Castanheira

Dentre tantas edições já lançadas com os contos dos irmãos Grimm, essa que foi editada pela Cosac Naify com projeto gráfico de Flavia Castanheira se destaca pelo tom brasileiro das ilustrações, feitos por J. Borges, famoso artista de cordel. Foi a primeira vez no Brasil que os contos foram traduzidos por completo.

O fantástico dos contos e das ilustrações é replicado através de um esquema de 12 combinações diferentes de cor de papel e tinta ao longo do livro. Foram usados papeis típicos das capas dos cordéis, de 4 cores diferentes, que se alternam a cada caderno, sempre impressos em duas cores especiais. 







Foi feita também uma edição especial, com capa dura revestida em tecido, e as ilustrações impressas em serigrafia (imagens abaixo).




O projeto granhou os seguintes prêmios:
• Melhor Projeto Gráfico (2013)
• 10ª Bienal Brasileira de Design Gráfico da ADG (2013)
• I Prêmio Latinoamericano de Desenho Editorial
Menção Honrosa Categoria Infantil (2014)
• Bienal Iberoamericana de Desenho Gráfico (2014)
Prêmio Aloísio Magalhães – Biblioteca Nacional

quarta-feira, 27 de julho de 2016

terça-feira, 26 de julho de 2016

Três capas para terça

Três capas de três lançamentos recentes de autores contemporâneos em lingua portuguesa.

Capa de Mateus Valadares
Capa de Leonardo Iaccarino

Capa de Claudia Espínola de Carvalho


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Coleção Vagalume

Design de Marcelo Martinez / Laboratório Secreto


É muito raro que exista alguém que tenha sido criança ou adolescente durante os anos 70 e 80 e nunca tenha tido contato com a Coleção Vaga-Lume, lançada pela editora Ática em 1973. Ao longo de três décadas, a série lançou cerca de noventa títulos, reabilitando autores dos anos 40 e 50, como Maria José Dupré (seu A Ilha Perdida, relançado pela Vaga-Lume, chegou a vender 2,2 milhões de exemplares) e lançando novos autores, como Marcos Rey (cujo O Mistério do Cinco Estrelas, de 1981, vendeu cerca de 2,5 milhões de exemplares).
Edições originais da coleção, publicadas nos anos 70-80.
Recentemente, O Escaravelho do Diabo tornou-se o primeiro título da coleção a ser adaptado para o cinema, num filme homônimo - outros títulos, como O Mistério do Cinco Estrelas, O rapto do menino de ouro e Um cadáver ouve rádio, aguardam na fila para serem adaptados pela produtora brasileira RT Features.
Luminoso, mascote da coleção, em suas encarnações ao longo de três décadas.
No final de 2015, a editora Ática relançou dez títulos da coleção, com um projeto gráfico novo criado por Marcelo Martinez, do estúdio Laboratório Secreto, reaproveitando as ilustrações originais da série. Os dez títulos relançados foram Spharion, de Lucia Machado de Almeida; Tonico, de José Rezende Filho, Açúcar Amargo, de Luiz Puntel, O Feijão e o Sonho, de Orígenes Lessa, Os barcos de papel, de José Maviel Monteiros, Deu a louca no tempo, de Marcelo Duarte, A Ilha Perdida, de Maria José Dupré, A turma da rua quinze, de Marçal Aquino, e O escaravelho do Diabo, de Marcos Rey.
Luminoso, versão 2015
Abaixo, uma entrevista com Martinez, sobre o desafio de recriar uma das coleções de livro com mais bagagem afetiva no mercado editorial brasileiro.

Como foi o processo criativo para redesenhar a coleção, e o próprio personagem símbolo dela?
O processo todo durou cerca de um ano e meio. Começamos ainda em 2013. Trabalhei em alguns conceitos iniciais, que foram apresentados, mas o projeto entrou em compasso de espera por conta da necessidade de remasterizar as ilustrações clássicas (que tanto eu quanto a editora gostaríamos de manter nas capas). Isso envolvia um trabalho de pesquisa e tratamento de imagem interno. Retomamos tudo no final de 2014, já com os dez títulos iniciais definidos e a sugestão do formato 13,5 x 18,5 cm. A partir daí, com um novo cronograma, partimos para refinar as propostas de capa e miolo.

Paralelo a isso havia o redesenho da marca/personagem símbolo. Estudei as diferentes encarnações do Luminoso, como ele se comportava durante as décadas. O desenho dele mudou pouco, mas com o passar do tempo, ganhou uma forma mais infantil, mais da idade dos leitores. Eu queria trazer ele para os dias de hoje, com um visual mais dinâmico. Agora ele veste camiseta preta e all star, e a lâmpada foi posicionada para ficar mais com cara de mochila. Mas se você comparar com as versões anteriores, verá que a essência do personagem ainda está lá (ok, ele não é mais hippie, mas…). A grande questão é que o Luminoso agora é aplicado como uma marca, um ícone da série (antes ele também aparecia nas HQs da orelha dos livros, promovendo o título). E, como marca, é necessário que o desenho funcione com 1 cm de altura em média. Por outro lado, uma vez que pré-defini as aplicações dele dentro do projeto gráfico (ele aparece cinco vezes em cada livro, na capa, lombada, orelha e miolo), pudemos mesclar essas características de marca (versão gray, redução, fundos, assinaturas diferentes etc) com de selo (área de proteção especial, respiro), preservando a identidade do mascote.

O projeto foi entregue para gráfica no primeiro semestre de 2015. Destaco ainda a fundamental participação das responsáveis pela série na Ática, Fabiane Zorn (editora assistente) e Thatiana Kalaes (editora de arte). Fizemos reuniões via skype periódicas, onde cada etapa era consolidada e documentada. Era sempre aprovar a etapa em questão e seguir em frente! É muito, muito bom trabalhar desta forma, com profissionais entusiasmadas e competentes. Fabi e Thati são verdadeira co-autoras do projeto, propondo soluções e apontando caminhos, como a ideia do verniz que brilha no escuro.


Houve uma etapa prévia de pesquisa?
Estudei toda a história da série (por sinal, li vários dos títulos na época da escola!) e os redesenhos prévios de projeto gráfico. A ideia era encontrar um ponto de contato, algo que pudesse dar liga à quase uma centena de títulos do catálogo.


Como foi trabalhar com ilustrações tão diferentes?

São ilustrações diferentes em técnicas, formatos e períodos de criação. Justamente por isso, o conjunto é irregular. O que procuramos foi equilibrar as diferentes qualidades das artes de craques como Edmundo Rodrigues, Mario Cafieiro, Marcus Santana e Alcy. Como pude desenhar as primeiras dez capas da nova coleção, procurei dar cortes nos desenhos, preservando o assunto principal de cada ilustra e criando uma unidade.

Considerando o histórico afetivo da coleção, como ela se relaciona com as antigas versões da coleção Vaga-Lume?
Ela respeita o clássico. Isso pra mim era fundamental. São textos publicados desde o início dos anos 1970, com tiragens iniciais de mais de 80 mil cópias. Juntos, já venderam mais de 7,5 milhões de exemplares para diversas gerações de leitores. Não seria o caso de apenas reembalar de forma moderna. O projeto todo tem um formatinho gostoso de pegar e de ler – bem impresso, com margens e entrelinhas agradáveis, explorando o miolo em duas cores sobre papel pólen. As capas têm uma pegada meio moleskine, com a etiqueta de título por cima e o rastro do Luminoso impresso em verniz que brilha no escuro. A orelha conta a história da coleção e do mascote. É um projeto afetuoso e muito bem cuidado. :)


Qual a fonte utilizada?
Rooney e Skola Sans.


Marcelo Martinez é designer gráfico, ilustrador e autor. Com mais de duas décadas de atuação profissional, assinou projetos exibidos e premiados em mostras de design, ilustração e animação em países das Américas, Ásia, África e Europa, e registrados em mais de uma dúzia de publicações internacionais.  É autor da série de livros infanto-juvenis 'O Guia Secreto do SabeTudo' (Ediouro/Coquetel, 2014/...); do livro infantil '20 disfarces para um homenzinho narigudo' (Nova Fronteira, 2013); e co-organizador do 'Livro-Jogo das Copas Globo Esporte' (Casa da Palavra, 2010). Faz parte do time de roteiristas de humor da TV Globo.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Brasileiros no exterior (11)

Edições de Lima Barreto e Jorge Amado lançadas pelo selo Penguin Classics na Inglaterra.






quinta-feira, 21 de julho de 2016

Poesia na Companhia das Letras

O estilo minimalista das capas de poesia da Companhia das Letras. Design de Victor Burton.



quarta-feira, 20 de julho de 2016

Puffin Classics (3)

Mais capas reformuladas de clássicos infanto-juvenis da Puffin, selo da Penguin Books.


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