sexta-feira, 24 de maio de 2013

terça-feira, 21 de maio de 2013

Três capas de terça

Perdidos em Shangri-la, de Mitchell Zuckoff (Record). Design de Sérgio Campante

Machu Picchu, de Tony Bellotto (Companhia das Letras). Design de Retina_78

O anjo de Hitler, de William Osborne (Cia. das Letras). Sem referência do designer.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

RGB vs. CMYK

Aquele momento em que você começa a comprar livros pela capa é o momento em que começa a perceber a distância entre a imagem que aparece no site da editora e as cores que saem impressas no livro de fato (no caso, uma edição da Hedra onde o que era roxo virou azul). Se ao menos insatisfação estética fosse um motivo razoável para pedir o dinheiro de volta...

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Let's go Gatsby


Aproveitando que O Grande Gatsby invade todas as pautas possíveis, de cinema a moda, uma nova edição em brochura da Penguin inglesa para O Grande Gatsby. Deve ser a quinta ou sexta deles, o que dá ao leitor a chance de escolher o livro pela capa, sem culpa.


Outras edições da Penguin incluem:


"...that's the best thing a girl can be in this world, a beautiful little fool..."
Edição inglesa de 2007, pelo selo Penguin Modern Classics, criada por Jim Stoddart.


Parte do relançamento da obra de Fitzgerald em edições de capa-dura com sobrecapas em padronagens art-decó. Design por Coralie Bickford-Smith.



Edição de 2011 pelo selo Penguin Essentials, com direção de arte de Richard Bravery e ilustração de Anders Nielsen. Sinceramente, está tudo errado aqui. Nem a ilustração parece bater com o clima geral do livro, tampouco acho justo tirar do leitor a possibilidade de imaginar os personagens.

Algumas capas históricas:


A capa da primeira edição americana foi criada por Francis Cugat. Essa capa foi produzida antes mesmo do livro estar finalizado, influenciando Fitzgerald "a escrever o livro para a capa", em suas próprias palavras, incluindo a referência constante ao outdoor com os olhos gigantes do dr. T. J. Eckleburg.


"her voice is full of money"

Esta foi criada por Alvin Lustig para a coleção New Directions, entre 1945 e 1952, que se recusava a "emburrecer" seus designs para atingir vendas maiores.

Enquanto isso, no Brasil:


Edição da Penguin Companhia. Como qualquer imagem parece ficar boa dentro do padrão da Penguin, não tenho o que criticar, exceto que esperava mais. É a edição que tenho, mas escolhida mais pela confiança na tradução.


Edição antiga da L&PM. Um quadro de Tamara de Lempicka é uma escolha interessante, embora não totalmente original (a mesma imagem já foi utilizada em algumas edições estrangeiras). Também não sei se uma pintura de Lempicka é uma escolha totalmente sintonizada com o clima emocional do livro (e não seria o autoretrato num bugatti verde talvez mais adequado?). Mas, nice try.


Me parece uma versão vetorizada da capa da Companhia das Letras no estilo das capas que a L&PM lançou para os livros da Jane Austen. Não posso dizer que morro de amores.


Para ser justo, não vi essa edição impressa para dizer como esse verde funciona fisicamente (algumas das capas mais bonitas, como aquelas edições do Freud da Companhia das Letras ou capas com cores especiais, simplesmente não tem como ser mostradas numa imagem da capa).

Ninguém vai escapar do Leonardo DiCaprio

E por fim, ~ atenção ~ pois não apenas uma, não somente duas, tampouco três, mas QUATRO editoras nacionais (até agora) aparentemente compraram a arte do filme para estampar suas capas. São elas: 

a L&PM Pocket, provavelmente a opção mais econômica

a Tordesilhas, com prefácio do autor à edição de 1934;
a Landmark, com sua tradicional edição bilingue (e em capa dura);

a Geração Editorial, tem apresentação de Ruy Castro e um caderno de fotos do filme.

Por sinal, por mais que edições tie-in sejam comuns, há uma pequena comoção nos EUA com essa edição.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Como fazer uma capa de livro


Por Tom Gauld, que acaba de lançar seus cartuns no livro You’re Just Jealous of My Jetpack:

terça-feira, 26 de março de 2013

Três capas da Cosac

Duas de lançamentos (Trash está para ser adaptado pelo Stephen Daldry em breve), a terceira (Noturno Indiano) já saiu algum tempo, mas só vi na prateleira faz pouco (onde a cor é bem mais viva do que um jpg consegue passar).

Trash, de Andy Mulligan (Cosac Naify). Projeto gráfico de Flávia Castanheira e Nathalia Cury
Lanterna Mágica, de Ingmar Bergman (Cosac Naify). Projeto gráfico por Luciana Facchini e Gabriela Castro
Noturno indiano, de Antonio Tabucchi (Cosac Naify). Projeto gráfico de Paulo André Chagas.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Não-Ficção por Ian Fleming

Dois livros-reportagem escritos por Ian Fleming na década de cinquenta ganham reedições na Inglaterra pela Vintage. Thrilling Cities (editado em 1965 no Brasil pela Bestseller como Cidades Fascianntes) é uma série de artigos encomendados pelo Sunday Times, que colocou um cheque bem gordo nas mãos de Fleming para que ele viajasse ao redor do mundo numa época em que a Inglaterra do pós-guerra ainda vivia tempos de escassez. Já The Diamond Smugglers (no Brasil, Contrabandistas de Diamantes, também editado em 1965) aborda o tráfico de diamantes de sangue na África, assunto que mais tarde renderia o plot de Os Diamantes são Eternos.O design das capas se encaixa dentro do resto da linha Vintage Fleming que foi lançado ano passado, depois que a Vintage tirou da Penguin os direitos de publicação.




Em notas relacionadas, descobri que Michael Gilette, o artista que criou as capas para as edições do centenário de Ian Fleming lançadas pela Penguin em 2008, criou uma décima-quinta imagem, para Quantum of Solace, o volume que reunia os contos de For Your Eyes Only e Octopussy numa única edição. Contudo, essa capa foi utilizada somente na edição portuguesa, editada pela Contraponto em 2010.




quarta-feira, 6 de março de 2013

Foucault

Obras completas de Foucault pela editora Vintage/Pantheon, com design de Peter Mendelsund.












segunda-feira, 4 de março de 2013

Trazendo alegria para você e o vovô

Dá uma bitoca no nariz do palhaço clicando nas imagens para ampliar.

The man behind the nose é a autobiografia de Larry Harmon, criador do palhaço Bozo, publicada em 2010 pela editora Igniter, com design gráfico do estúdio Meat and Potatoes . Conforme o site AIGA Design Archives, durante o processo criativo para esse livro, "quanto mais absurdo e grandioso as coisas fossem feitas, mais divertido e sincero em relação ao homem e ao palhaço se tornava o design", mantendo o viés mais próximo do Bozo clássico.

Os designers trabalharam direto com o autor e a editora para construir algo que ficasse interessante e esperto, e esse aspecto divertido fica evidente em cada página do livro. Infelizmente, Larry Harmon morreu dois dias após a primeira reunião de criação do livro.


Talvez nem todos saibam, mas o palhaço Bozo foi criado em 1946 como personagem de discos infantis. O primeiro ator a interpretá-lo na TV comprou os direitos e o transformou numa franquia. Então, nada de Vovô Mafalda, Papai Papudo ou Salci Fufu na versão em inglês.

Não imagino em que contexto Bozo encontrou uma tribo de canibais, mas existe uma foto na internet para comprovar a veracidade disso.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Todos os Amores Expressos

A essas alturas, imagino que a coleção Amores Expressos já tenha se encerrado (já que faz um algum tempo que nenhum título mais é lançado), então aqui vai um post pra reunir, na ordem de publicação, todas as capas da coleção.





Todas as capas tem design do estúdio Retina_78/